Notícias

<< Voltar

Curiosidades: Formato de Projetos Culturais

Desde 1996, os enredos das Escolas de Samba vêm assumindo o formato de "Projetos Culturais" elaborados por especialistas. A necessidade, de seduzir patrocinadores determinou o aparecimento de enredos capazes de proporcionais retornos financeiros. Segundo alguns dirigentes de Escolas de Samba, os enredos orientados nesse sentido são uma saída para abaterem os custos cada vez mais altos dos carnavais. 

 



Curiosidades: Brasília ficou sem desfile

Brasília ficou sem desfiles de agremiações subvencionadas, de 1994 a 1995, pois não houve liberação de verbas ( subvenções ) para as entidades desfilantes que em números de 23 ( Escola de Samba, Blocos Carnavalescos e mais os Clubes de Frevos ) "desrespeitavam o emprego das verbas liberadas". Os frevos, segundo o sambista Brigadeiro, "proliferaram de tal sorte que chegaram ao número exagerado de 12 agremiações com componentes desfilando em 3 - 4 - 5 clubes. O mesmo acontecia com as Escolas de Samba e Blocos". Em 1996 o Governo chamou as agremiações e estipulou suas condições: considerou extintos os Blocos Carnavalescos e Clubes de Frevos e limitou em 9 (nove) o numero de Escola de Samba, cada uma representando uma Cidade Satélite. 
A verba para o carnaval de 1997 foi de R$150.000,00 , dando cerca de 17 mil reais para cada Escola de Samba. Todas têm a obrigação de prestar contas, através da Liga das Escolas de Samba de Brasilia, ao governo. Segundo ainda "Brigadeiro", a Escola de Samba melhor estruturada é a Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro ( ARUC ) que tem sede própria e organiza shows o ano inteiro, arrecadando verba própria para montar o seu  carnaval.



Tias Baianas

Qual é o factóide do momento? " A pergunta, feita por desconhecidos e conhecidos num momento qualquer depois de procurar em diversos artigos e visitar páginas do gênero, mostra como a cultura do samba raiz está sendo esquecida nos tempos modernos, onde todos parecemos ter vistas voltadas à fatores que analisam, de forma fria, a nossa cultura popular: alegorias, coreografias, famosos à frente da bateria são alguns elementos do "tempero". Mas, algumas alas refutam a exercer tais papeis impostos pelos modismos e valores que não justificam a essência do samba.
Na década de 30, a ala das baianas era formada, quase exclusivamente, por homens que saiam nas laterais das Escolas, portando navalhas presas às pernas para defenderem as agremiações em caso de brigas.

As primeiras manifestações, no Brasil, que influenciaram o Carnaval, aconteceram com a chegada dos navios negreiros, por volta de 1570. Foram os cultos religiosos, nas senzalas e nos terreiros de candomblé, onde as danças e sons de atabaque eram fontes de inspiração para os movimentos dos atuais mestres-salas. Das grandes procissões de rua se originaram as baianas, já que as escravas se enfeitavam com muito capricho para esses eventos. Nos idos de 1870, na região da Saúde, junto aos cais do porto, quase no centro da cidade, viviam negros forros vindos da Bahia. Moravam em casas de cômodos dirigidas pelas "tias baianas". Elas eram mães-de-santo de candomblé e quituteiras famosas, que vendiam suas delícias em tabuleiros pelas ruas da cidade. Suas casas eram pontos de reunião dos negros e mulatos que, além de freqüentar os cultos africanos (perseguidos pela Lei e pela Igreja), também divertiam-se em rodas de capoeira e afoxés, durante suas escassas horas de descanso. Os negros faziam seu carnaval nos cordões, manifestação espontânea marcada pelo batuque africano.

A ala das baianas não conta ponto individualmente, mas as famosas "tias" são presença obrigatória no desfile. Essas senhoras com suas roupas rodadas levam uma vida dura: a fantasia que vestem pode pesar muitos quilos.

Algumas delas são bem idosas, mas não perdem a energia e a garbosidade durante os desfiles. São verdadeiramente apaixonadas por suas escolas e não admitem a possibilidade de desfilar em outro lugar. São geralmente exemplos no mundo do samba e responsáveis por propagar a raiz do mesmos aos filhos, netos, bisnetos. Nelas o samba se baseia, pois são um espetáculo à parte evoluindo no refrão do samba com suas saias rodadas. E, além de todos esses predicados são responsáveis, desde os áureos tempos em que não haviam aparelhos eletrônicos e carros de sons, por manter o samba cantado na garganta da concentração à dispersão, afinal acostumadas a cantar em terreiros de candomblé e, embora idosas, desfilam com toda a graça, empenho e amor.
As escolas de samba entram no Terceiro Milênio com tudo em seus devidos lugares. Os maiores símbolos dessa manifestação cultural estão hoje colocados em seus tronos - nas figuras das tias baianas, mestres-salas e porta-bandeiras e das alas de velha guarda das escolas - desfilando a energia de sua raça na avenida. É a manifestação da força de um povo que veio escravizada da África para construir o Novo Mundo e conseguiu impor, por meio de talento puro, a voz de sua cultura como expressão maior de um país novo, longe de sua terra ancestral. Provando sua importância, por meio da construção da Passarela do Samba, o nosso templo sambístico, batizado Pólo Cultural Grande Otelo, popularmente, Anhembi.

As baianas do Camisa Verde sempre são espetáculo à parte. Na foto, Dona Zéfa, a responsável pela ala, aparece ao lado da nossa querida tia baiana Dona Nair, falecida. Foi-se embora a matéria, mas permanece junto à ala, vivo e presente, o espírito iluminado. Todas as nossa baianas são graciosas e simpáticas, sentimo-nos um pouco filhos, netos, bisnetos... Sentimo-nos sambistas seguros, pois na figura de todos vocês temos a tranqüilidade de que o samba por muitos anos nos contagiará. "Roda baiana, mostra o que tem". Axé! A passarela é de vocês! Arrepia tias baiana



Império Serrano comemora retorno ao Grupo Especial com festa na quadra

Quatro mil pessoas comemoraram o título até de madrugada.
Escola foi campeã com homenagem a Carmen Miranda.

Bom Dia Rio
O bairro de Madureira, no subúrbio carioca, ficou em festa na quadra do Império Serrano. Quatro mil pessoas comemoraram o título até de madrugada. “O Império está de volta. O Império é campeão!” comemora um torcedor.

“É nossa escola de Madureira, da serrinha, que é nosso sangue que corre. Está tudo maravilhoso. Ano que vem vamos arrasar mais ainda”, vibra outra torcedora.

No palco, estava a alegria das crianças, dos compositores do samba-enredo e dos casais de mestre-sala e porta-bandeira.

“É muita responsabilidade. O Império Serrano é uma escola tradicional do carnaval carioca e eu estou muito feliz de ser campeã”, diz a porta-bandeira da verde-e-branca, Daniele Nascimento.

A notícia da vitória saiu no início da noite de quarta-feira (6). Com uma diferença de sete décimos para a segunda colocada, a Acadêmicos da Rocinha, a Império Serrano foi campeã do Grupo de Acesso A.
“Foi o carnaval de superação. Lutamos muito e chegamos a esse título para levar o Império ao Grupo Especial”, explica Humberto Soares Carneiro, presidente da escola.

O Império levou para a Avenida uma releitura do enredo de 1972, em homenagem à cantora Carmen Miranda, com um samba inédito. Mesmo debaixo de chuva, a escola deu um show na Sapucaí. Na quadra, os carnavalescos Renato Lage e Márcia Lavia foram homenageados pela escola.

Foi uma breve passagem pelo Grupo de Acesso A. Depois do rebaixamento em 2007, a Império Serrano volta à elite do carnaval carioca no ano que vem.

“A história do carnaval carioca deve-se a Portela, Império, Mangueira e Salgueiro. E graças a Deus, todas passaram muito bem e o Império voltou ao Grupo Especial. Então, em 2009 teremos um grande carnaval com as quatro grandes escolas tradicionais desfilando”, diz o compositor Arlindo Cruz.

Na festa, não poderia faltar a Tia Maria do Jongo, de 87 anos, uma das fundadoras da escola.

“O Império foi fundado na casa da minha mãe. Meus irmãos que deram a idéia da escola. A raiz do Império é a nossa raiz, saiu de dentro da nossa casa”, diz orgulhosa.


Carmem Miranda dá sorte ao Império Serrano

Não foi a primeira vez que verde-e-branca lembrou Pequena Notável.
Rainha dos balangandãs já rendera campeonato à escola.
Daniel Targueta da TV Globo, no Rio

Com uma homenagem à cantora Carmen Miranda, o Império Serrano se tornou campeão do Grupo de Acesso A e volta em 2009 a desfilar no Grupo Especial, entre as 12 maiores escolas de samba do Rio de Janeiro. A verde-e-branca, que foi rebaixada no ano passado, desfilou sob forte chuva no último sábado (2).

“Imperiano é assim mesmo: desfila com garra e com emoção. Estamos muito satisfeitos com o resultado”, disse o presidente do Império Serrano, Humberto Carneiro.

O campeonato é motivo de felicidade para a carnavalesca Márcia Lávia, que, ao lado do marido Renato Lage, assinou o tributo à rainha dos balangandãs, com o enredo “Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim”.

“Eu estou me sentindo como pinto no lixo”, comentou Márcia Lávia, que, junto com Renato Lage, também é vice-campeã pelo Salgueiro.

Esta é a segunda vez que o Império Serrano canta a história de Carmen Miranda na Avenida. Em 1972, a verde-e-branca da Serrinha foi campeã com o enredo “Alô, Alô, Taí Carmem Miranda”, do carnavalesco Fernando Pinto.
O campeonato de 1972 foi uma das últimas vitórias do Império nos últimos 40 anos. Carmen Miranda traz sorte para o imperiano”, comemorou a vice-presidente da escola, Rachel Valença.
A Rocinha, mesmo penalizada por não apresentar o número mínimo de baianas no dia do desfile, foi vice-campeã. A União da Ilha, que reeditou o samba-enredo “É hoje”, ficou em quinto lugar.

Foram rebaixadas para o Grupo de Acesso B a Cubango, vencedora do Estandarte de Ouro de Melhor Samba-enredo do Acesso A, e Lins Imperial.
“Estou arrasado. Perdemos pontos em samba-enredo, um dos mais elogiados do ano. O Estandarte de Ouro confirmava isso”, lamentou um dos compositores da Cubango, Diego Nicolau.
 

Confira a seguir a classificação final do Grupo de Acesso A:

1º) Império Serrano – 239,8 pontos (sobe para o Grupo Especial)
2º) Rocinha – 239,1 pontos
3º) Santa Cruz – 238,9 pontos
4º) Renascer de Jacarepaguá – 238,5 pontos
5º) União da Ilha do Governador – 238,4 pontos
6º) Caprichosos de Pilares – 237,9 pontos
7º) Estácio de Sá – 237,7 pontos
8º) Império da Tijuca – 234,7 pontos
9º) Acadêmicos do Cubango – 234,6 pontos (rebaixada para o Grupo de Acesso B)
10º) Lins Imperial - 234,6 pontos (rebaixada para o Grupo de Acesso B)





JB Online


RIO - A chuva foi um dos principais obstáculos da Acadêmicos da Rocinha, que entrou na Marquês de Sapucaí defendendo o enredo "Rocinha é minha vida... Nordeste é minha história!", dos carnavalescos Fábio Ricardo.

Apesar do luxo, a escola teve problemas em suas alegorias, já que algumas chegaram a despencar por causa da água.

A comissão-de-frente foi a primeira a apresentar problemas. Os componentes, que representavam cangaceiros e traziam lanças, tiveram dificuldade em representar a coreografia, além de ter partes de suas fantasias desmontando em frente à cabine dos jurados.

A ala das baianas, que por regulamento precisa apresentar 60 componentes, veio com apenas 52 e certamente será penalizada. A escola já havia sofrido penalidade semelhante no ano passado, quando desfilou com apenas 35. Além disso, a evolução da ala foi prejudicada pelo peso extra das fantasias, encharcadas pela chuva.

No final do desfile, um dos destaques do terceiro carro desmaiou, caindo da alegoria e sendo socorrido por integrantes do Corpo de Bombeiros.





Lavagem do Bonfim leva milhares de pessoas às ruas de Salvador (BA)

17/01/2008 - Fonte: Site UOL

Milhares de pessoas acompanham nesta quinta-feira, na Cidade Baixa, em Salvador, o cortejo da Lavagem do Bonfim. A mais tradicional festa popular do calendário religioso, antes do Carnaval, remonta à inauguração da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em 1754, e reúne cerca de 500 baianas, 480 músicos, afoxés e desfiles de carroças. As informações são da Agência A Tarde.
O cortejo sai da Igreja da Nossa Senhora da Conceição da Praia e segue por oito quilômetros até a chamada colina sagrada, onde se localiza a igreja. No final da caminhada, as baianas usam a água de cheiro que levam em vasos sobre a cabeça para lavar as escadarias do templo de Nosso Senhor do Bonfim e para banhar os fiéis que seguem a comitiva em busca de bençãos para 2008.

Vestidos, na maioria, de branco, os fiéis acompanham o cortejo cantando e dançando ao som dos blocos que participam da festa, e também orando.

As autoridades baianas marcam sempre presença no cortejo. O governador Jaques Wagner (PT) saiu da Conceição da Praia por volta das 9h e seguiu a pé, ao lado da deputada federal Alice Portugal (PCdoB), do secretário estadual de Turismo Domingos Leoneli e do deputado federal Marcos Medrado (PDT). O prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) também acompanhou o cortejo ao lado do ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima.

A saída do cortejo foi logo após o ato ecumênico que reuniu representantes católicos, espíritas e seguidores do candomblé. O culto teve início por volta das 8h, em frente à igreja de Nossa Senhora da Conceição, com apresentação de um grupo de 12 filarmônicas regidas pelo maestro Fred Dantas, e foi encerrado por volta das 9h, com os fiéis em coro cantando "A Paz", de Gilberto Gil e na seqüência o Hino ao Senhor do Bonfim.

Segundo estimativa da prefeitura de Salvador, cerca de um milhão de pessoas participam da Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira.

Com Agência A Tarde

Créditos da foto: João Alvarez/Agência A Tarde/AE





Fim de ano na Unidos de Vila Isabel

18/12/2007 - Fonte: Assessoria de Imprensa Unidos de Vila Isabel

A Unidos de Vila Isabel realiza neste sábado, 22 de dezembro, o último ensaio de quadra no ano de 2007. O intérprete oficial da Vila, Tinga, receberá puxadores de outras escolas do Grupo Especial para um grande show de confraternização. No domingo, dia 23 de dezembro, antevéspera de Natal, não haverá ensaio técnico de rua no Boulevard 28 de setembro. No sábado, 29, não haverá ensaio de quadra.

O grande encerramento do ano da azul-e-branco será no dia 30, último domingo de 2007, com ensaio técnico no Boulevard 28 de Setembro. A concentração será a partir das 19h em frente à quadra. O trânsito no trecho entre as ruas Souza Franco e Luiz Barbosa estará interditado no lado direito para o evento. O ensaio, uma simulação do desfile da Marquês de Sapucaí, conta com a participação das 22 alas da comunidade, além da bateria, ala de baianas, ala de passistas, velha guarda e ala de compositores. Tinga estará à frente do carro de som da agremiação.
A Vila Isabel levará para a Sapucaí o enredo ‘Trabalhadores do Brasil’, do carnavalesco Alex de Souza.




Baianas da Unidos de Vila Isabel receberão atendimento médico neste sábado (15/12) na quadra da escola

14/12/2007 - Fonte: Assessoria de Imprensa Unidos de Vila Isabel

As baianas da Unidos de Vila Isabel receberão atendimento médico na quadra da escola a partir deste sábado. Até o carnaval, as 105 baianas serão consultadas pelo cardiologista Wilson Manso, que é componente da escola e está fazendo o trabalho voluntariamente. O médico fará um check-up nas sambistas para que todas estejam com a saúde em dia até o desfile da Vila Isabel, no dia 4 de fevereiro. Neste sábado (15/12), 10 componentes serão consultadas. O atendimento, gratuito, será sempre aos sábados, das 14h às 18h.

Wilson Manso - Nascido e criado em Vila Isabel, o médico, de 54 anos, freqüenta a escola há quase trinta anos. Ele faz o atendimento gratuito aos componentes da agremiação, em seu consultório, há oito anos. Na quadra, é a primeira vez que Wilson atende os sambistas. “Vamos ver se elas estão com a saúde em dia e orientá-las para que ninguém passe mal na avenida”, diz o médico.
Horário: Entre 14h e 18h
Local: Quadra da Unidos de Vila Isabel – Boulevard 28 de Setembro, 382- Vila Isabel.     





Baianas do acarajé recebem certificado e vestuário padrão.

23/11/2007 - Fonte: Ascom da Prefeitura de Camaçari

Acontece no dia 4 de dezembro, às 9h, no teatro da Cidade do Saber Raymundo Pinheiro, o encerramento do Projeto de Qualificação e Padronização das Baianas de Acarajé, da sede e da orla. Foram beneficiadas 245 quituteiras cadastradas na Secretaria da Mulher (Semu). Durante a cerimônia, serão entregues certificados e vestuário completo para as profissionais, que estão recebendo o selo de qualidade da Vigilância Sanitária e o alvará de funcionamento da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp).

A primeira etapa do projeto contou com a realização de curso de capacitação, com duração de quatro meses, e ministrados por técnicos da Associação das Baianas de Acarajé e Mingau do Estado da Bahia (Abam). O objetivo é valorizar um dos maiores símbolos da cultura brasileira e patrimônio cultural da humanidade. Foram realizadas aulas teóricas e práticas de inglês, turismo, higiene, manipulação de alimentos, relacionamento com cliente, cidadania e conhecimento sobre o Município.

Para a secretária da Mulher, Aurenita Castillo, as baianas estão, agora, capacitadas e padronizadas para servir o turista com eficiência e atrair mais consumidores. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura, em parceria com a Abam.





Calendário dos ensaios técnicos sofre alteração

16/11/2007
www.tradicaodosamba.com.br

A Liesa, por solicitação de alguns órgãos públicos, decidiu alterar as datas de ensaios técnicos, nas últimas duas semanas de dezembro. Os ensaios que estavam previstos para serem realizados na semana que antecede o Ano Novo foram cancelados. Já os que antecedem a semana do Natal serão mantidos.
Confira como ficou as datas dos ensaios com as modificações:


DATA

ESCOLA

HORÁRIO

 

 

DEZEMBRO

 

21/12

Imperatriz Leopoldinense

21:30h

22/12

Unidos do Porto da Pedra

21:30h

23/12

Mocidade Independente de Padre Miguel

21h

 

 

JANEIRO

 

04/01

Mangueira

21h

06/01

Acadêmicos do Salgueiro

19h

 

Unidos de Vila Isabel

21h

12/01

Unidos do Porto da Pedra

21h

 

Portela

A confirmar

13/01

Mangueira

19h

 

Unidos do Viradouro

21h

18/01

Mocidade Independente de Padre Miguel

21h

19/01

São Clemente

19h

 

Portela

21h

20/01

Grande Rio

19h

 

Unidos da Tijuca

21h

25/01

Acadêmicos do Salgueiro

21h

 

Unidos de Vila Isabel

22:30h

26/01

Imperatriz Leopoldinense

21h

27/01

Beija-Flor de Nilópolis (com teste de luz e som)

19h







SABER GLOBAL FECHA PARCERIA COM UCAM


A Saber Global e a UCAM – Universidade Cândido Mendes, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica. Na cerimônia, realizada no Gabinete do Diretor do Instituto de Humanidades da UCAM, estiveram presentes o Diretor do Centro de Estudos Afro-Asiáticos e Pró-Reitor de Graduação da Universidade Candido Mendes Professor Beluce Bellucci, o Diretor do Instituto de Humanidades da Universidade Candido Mendes Professor José Flávio Pessoa de Barros, o Assessor Professor Paulo Roberto Simpson, além do Presidente da Saber Global Arlindo Silva e da Diretora Executiva Ana Cristina Silva.

Esse acordo tem por objeto a realização conjunta de cursos, o desenvolvimento e a divulgação de publicações de livros e periódicos e o planejamento de outras atividades de caráter cultural e educacional, unindo os Projetos da Saber Global ao suporte técnico dos profissionais da UCAM, nos assuntos referentes à disseminação da Cultura Afro-brasileira.

Voltada para atividades de caráter sócio-cultural, a Saber Global é uma entidade que atua em nível nacional e internacional, apoiando projetos culturais e ambientais  que incentivam ações de cooperação e disseminação do Conhecimento, da Arte e da Cultura das minorias raciais, com o principal propósito de reduzir as distâncias sociais.

Atualmente, um dos projetos em desenvolvimento pela Saber Global é o Projeto “De onde a baiana vem?”. O Projeto, composto por diversas ações integradas, como publicação de um livro, promoção de eventos e exposições, tem como carro-chefe a produção de um documentário que pretende resgatar a origem das “baianas do Carnaval carioca”, começando pela mulher negra e africana, sua cultura, religião e costumes, passando pelas baianas de Salvador, com a conseqüente inclusão de novos elementos culturais até a chegada deste grupo ao Rio de Janeiro, concluindo com o perfil da “baiana do Carnaval carioca”, seu dia-a-dia e influência nas comunidades.

Além de relatar, historicamente, o caminho percorrido por este grupo, o documentário resgata fielmente os elementos de cada uma das etapas relevantes desse processo África – Bahia – Rio de Janeiro, tornando pública a mistura de elementos multiculturais, que resultou em uma comunidade única, no Rio de Janeiro.

A Parceria com a UCAM será fundamental para a pesquisa dos elementos essenciais a serem apresentados no Projeto. Através do Centro de Estudos Afro-Asiáticos, do Instituto de Humanidades da UCAM, os pesquisadores da Universidade fornecerão material e subsídios para enriquecer o conteúdo do Documentário. 

A partir da assinatura do Acordo, a  UCAM já iniciou a pesquisa sob a direção do Professor José Flávio. O documentário deverá será lançado até o final do primeiro semestre de 2008.

ALGUNS PONTOS PARA REFLEXÃO:

- IMAGINAVA O REGISTRO DE ASSINATURA DO ACORDO, TENDO COMO GANCHO A EXISTENCIA DO CENTRO DE ESTUDOS AFRO-ASIATICOS DA UCAM E A EXISTENCIA DO “DE ONDE A BAIANA VEM?”;

- O DESTAQUE DO INSTITUTO DE HUMANIDADES QUE TEM ATÉ CURSO DE POS GRADUAÇÃO “DA HISTÓRIA DA ÁFRICA E DO NEGRO NO BRASIL” E UM SEGMENTO MUITO FORTE DE PESQUISA , COM BASE NO CENTRO DE ESTUDOS AFRO-ASIÁTICOS;

- ATUALMENTE O DOCUMENTÁRIO JÁ SUPEROU A PARTE DE PRÉ-PRODUÇÃO COM UM ROTEIRO ESTABELECIDO. COM O ADVENTO DA PESQUISA UCAM,  AGREGAM-SE VALORES QUE LEVAM AO ROTEIRO DEFINITIVO, PARA AÍ PRODUZIR O DOCUMENTÁRIO.






Baianas do acarajé recebem certificado e vestuário padrão

15/08/2005 - Fonte: IG Último Segundo – SP, Agência Brasil.

Tradição das baianas do acarajé será patrimônio cultural imaterial.
A cultura e a tradição das baianas que produzem e vendem acarajés em tabuleiros serão reconhecidas como patrimônio cultural imaterial do país a partir de hoje, quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) oficializa o registro do ofício das "Baianas do Acarajé" no Livro dos Saberes.

O registro foi aprovado em dezembro do ano passado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. A cerimônia ocorre às 17 horas, na Casa Berquó, em Salvador, com a participação do ministro da Cultura, Gilberto Gil, do presidente do Iphan, Antônio Augusto Arantes e de dezenas de baianas.
Na mesma solenidade, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) lança o selo comemorativo do samba de roda do Recôncavo Baiano. A manifestação cultural é considerada pelo Iphan como patrimônio imaterial do Brasil desde 2004. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, e o presidente da ECT, Jânio Cezar Pohren, devem participar do evento.
O samba de roda no Recôncavo Baiano é uma expressão musical e coreográfica cujos registros datam de 1860. Historiadores da Música Popular Brasileira consideram a manifestação cultural como uma das fontes do samba carioca.





Anvisa ajuda baianas a melhorar qualidade do acarajé

03/05/2002 - Fonte:

Na terça-feira, 30 de abril, cerca de mil pessoas participaram de um seminário que deu início ao projeto Acarajé 10, um conjunto de iniciativas que busca agregar segurança alimentar e diminuir os riscos sanitários da famosa iguaria baiana. O projeto será concluído em julho de 2002, com a entrega de um selo às baianas que produzirem acarajé com qualidade.
A Anvisa, o Senai, o Sesc, o Sesi, o Senac, o Sebrae, as vigilâncias da Bahia e de Salvador, o Instituto de Hospitalidade e a Associação das Baianas de Acarajé e Mingau (Abam) se uniram para identificar e construir um sistema integrado para melhoria da qualidade do alimento.
Em fevereiro de 2002, o Programa Fantástico, da Rede Globo, divulgou uma pesquisa da Universidade Federal da Bahia que identificava falta de condições higiênico-sanitárias em 100% dos acarajés produzidos nos pontos turísticos do estado. A pesquisa gerou uma imagem negativa para o produto.

O sistema criado pela parceria dos dez órgãos inclui seminários de conscientização, cursos para ensinar às baianas os procedimentos adequados para o preparo seguro de alimentos (higiene pessoal, higiene das instalações e utensílios, entre outros) e avaliação para certificação das cozinheiras como manipuladoras de alimentos seguros. Ou seja, o projeto abrange desde a cadeia de produção, com efeitos na escolha da matéria-prima, até a conscientização das baianas e auxiliares quanto à importância da segurança alimentar, passando pelas instalações do local onde o acarajé é pré-preparado até o transporte e o tabuleiro (ponto de venda).
O gerente-geral de Alimentos, Cléber Ferreira, e o gerente de Qualificação Técnica em Segurança de Alimentos, Fernando Magalhães, ambos da Anvisa, participaram do seminário.





O nascimento de um museu
Por José Carlos Capinan

A idéia de qualificar as matrizes culturais da civilização brasileira responde a uma necessidade de reverter o discurso redutor, que exclui e desqualifica a contribuição das matrizes africanas e indígenas, para afirmar exclusivamente a importância da matriz européia pelo que somos.

O discurso prevalecente na historiografia oficial, desde que se incumbiu de construir a memória de nosso processo formativo, esquece o que no quotidiano do Brasil em formação, desde o século XVI significou vida, trabalho, invenção, resistência, contribuição civilizatória oriunda de vários segmentos étnicos que, no nascimento da nação, foram subestimados e colocados como atores invisíveis e sem importância. A árvore genealógica do Brasil foi também uma árvore do esquecimento.

A criação de um museu corresponde a uma árvore da lembrança, que contraria esta tendência, colocando a produção do negro no centro da vida brasileira. E muitas gerações de afro descendentes cobraram esta iniciativa, Prosperaram sombras e cortinas impenetráveis, onde colaboravam o desconhecimento, a ignorância e o preconceito, formatando visões secundarizantes da milionária contribuição dos afro-brasileiros, ingrediente básico da grandeza do Brasil contemporâneo.

A instalação na Bahia do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira é uma resposta contemporânea que atende o sonho de várias gerações. A precursora da idéia é a própria comunidade de afro-descentes que criou diversas casas de cultura, em quase todo o território nacional, singelos memoriais, na tentativa de preservar o que os seus ancestrais produziram para que fossemos como somos, uma cultura ricamente diferenciada.

 Em todo o Brasil onde passou o negro, não importa em que condição, há marcas de sua presença. E onde este negro fez família e se mesclou com a comunidade nacional, deixou formas de fazer e sentir, saberes que até hoje prevalecem no que se chama diversidade cultural brasileira.

Os precursores desta imperiosa necessidade de destacar os saberes e fazeres que a produção dos afro-descendentes foi capaz de introduzir em nosso processo civilizatório, revelando-os, qualificando-os, preservando e processando, na dinâmica sócio-econômica, foram os próprios negros. Estes esforços podem ser presenciados na prática clandestina nas senzalas dos usos e costumes de procedência africana e mesmo nos quilombos, expressão magnífica desta capacidade irredutível de amor aos seus valores, porque se identificam como essenciais á construção da vida e da sociedade, na forma como desde a África os remanescentes dos escravos aprenderam e praticaram, produzindo e preservando conhecimentos necessários ao crescimento material e imaterial de todo organismo vivo e das sociedades organizadas.

Mais recentemente esta praxis de conservar seus mitos, sua concepção da vida e do mundo, suas técnicas de transformar o real, de celebrar o existir, seus saberes, seus fazeres, seu sentires, seu patrimônio material e imaterial, foi se concretizando em pequenos e singelos memoriais que contam o percurso dos seus ancestrais aos contemporâneos, transferindo, ininterruptamente, a várias gerações o bastão da missão da guarda e processamento dos signos e significados de sua presença em nosso processo formativo.

Existem em todo território nacional centenas de organizações criadas para processar e preservar conhecimentos, cultuando referências históricas, dentro de sistemas que integram religião, diversas artes e ofícios, como escultura, música, capoeira, danças, culinária, medicina, botânica, economia, política e ética.

Nomear estes precursores é imensa tarefa que o museu vivo espera cumprir. Parte dela já foi localizada, pelos estudos e pesquisas da antropologia, sociologia, estética, uma grande e nova literatura que tem desconstruído mitos e preconceitos, recuperando os valores que secularmente foram negados. Apenas para citar uma recente publicação, valiosa arqueologia de nomes importantes da presença do negro em nossa civilização, citamos a "A Mão Afro-Brasileira", obra organizada por Emanoel Araújo, indispensável a qualquer pesquisa histórica.

Em entrevista com o ex-Ministro Francisco Weffort e Pedro Tadei, diretor do Programa MONUMENTA, na sua gestão, algumas informações básicas foram levantadas para acompanhar o processo que resultou no projeto de implantação do MUNCAB - Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, hoje empreendido pela AMAFRO.
As notícias mais remotas estão localizadas no primeiro mandato do Presidente Fernando Henrique Cardoso. E a proposta surge de uma sugestão do Banco Mundial de construir um centro dedicado ao estudo da cultura afro-brasileira, com visibilidade nacional, fora do eixo Rio/São Paulo. Esta idéia prosperou inicialmente na Fundação Palmares, quando presidida por Dulce Ferreira e Carlos Moura, que se mobilizaram para fundar em Brasília um Centro Nacional de Referencia da Cultura Afro-Brasileira. A idéia encontrou resistências motivadas pelo nome que se deu ao projeto de Memorial da Escravatura. Com este bloqueio a idéia praticamente foi abandonada pelo Banco Mundial e esquecida.
A idéia renasce quando o Ministro Francisco Weffort pensa em criar 05 (cinco) museus nacionais fora do eixo Rio/São Paulo/Brasília, tendo entre eles o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira. Esta idéia vai encontrar no Embaixador Murtinho um grande apoiador, repetindo o protagonismo do Itamaraty, através do Saraiva Guerreiro, quando  da criação do Museu Afro, CEAO/UFBA, também criado na Bahia, através da Secretaria de Cultura do Ministério da Educação, estrutura que mais tarde será a origem do atual Ministério da Cultura e tendo como apoio local a Profª. Yeda Castro.

O primeiro encontro, em Salvador, para tratar do assunto, reuniu Ubiratan Castro, pelo CEAO/Museu-Afro (UFBA), o Embaixador Murtinho e o arquiteto da Fundação Palmares Jonathas Barreto, cuja missão seria localizar um prédio para instalar o Museu. O prédio escolhido foi a Casa das 7 Mortes. Num segundo momento, foi integrado ao grupo Emanoel Araújo, baiano, santamarense, artista já consagrado na área de museologia, convidado para ser o curador do MUNCAB. Na ocasião, Emanoel veta a Casa das 7 Mortes, pelos trágicos acontecimentos que aí ocorreram e indica o Tesouro 1 e Tesouro 2 para sediar o MUNCAB. Estas reuniões incluíram ainda o Secretario de Cultura Paulo Gaudenzi, pelo Governo do Estado da Bahia, colaborador de importância.

O segundo momento deste percurso, vai surgir de um diagnóstico da situação que cronicamente expõe os nossos museus a crises de sustentabilidade. A idéia também concebida dentro do MINC, seria a de buscar uma fórmula que contasse com a colaboração da sociedade organizada na administração junto ao Estado destes Museus, que teriam as Associações de Amigos do Museu como sustentáculo. Com esta idéia, o MINC estimulou a criação de uma sociedade que inicialmente pudesse propor a instalação do MUNCAB, usando recursos oriundos da Lei Rouanet. É quando, já no final do segundo mandato Fernando Henrique Cardoso, surge a AMAFRO - Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira.
Antes de registrar os eventos do período de criação da AMAFRO, é preciso registrar algumas iniciativas anteriores surgidas na Bahia, entre as quais a proposição de Juanita Elbein, que junto com o Mestre Didi, criaram a SECNEB - Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil, entidade importante na valorização da necessidade de se criar um Museu específico sobre a cultura afro-brasileira.

Também foram criados memoriais em terreiros de candomblé, como o de Mãe Menininha do Gantois, o do Ilê Axé Apó Afonjá, orientado por Mãe Stella de Oxossi, e ainda o de Mãe Mirinha, no Portão. O resgate destes precursores é fundamental, como é desnecessário dizer que surgiram em outros Estados iniciativas correspondentes, sendo que o Museu Afro, localizado na antiga Escola de Medicina, com origem no CEAO/UFBA é pioneiro oficial de grande importância. Segue-se a esta tendência de preservação e reflexão, o magnífico Museu Afro-Brasil, criado em São Paulo por Emanoel Araújo.

A criação da AMAFRO foi fundamental para o projeto de instalação do MUNCAB na Bahia. Seus fundamentos estatutários foram consagrados numa ampla assembléia que reuniu políticos, cientistas, historiadores, economistas, antropólogos, artistas, representantes de terreiros, blocos afros, educadores, pesquisadores, pensadores e militantes da causa negra, oriundos de diversas tendências, unidos pelo ideal do resgate e pela missão de inverter os sinais históricos da negação, afirmando a pluralidade cultural, a liberdade de culto, o respeito às diferenças.

Entre os pioneiros que se empenharam na sua criação, estão Carlos Augusto Marighella e Ubiratan Castro, cujas presenças (e aqui me incluo) estimularam as adesões que estão registradas na ata de criação da entidade. Em 4 anos, a assembléia elegeu duas diretorias, responsáveis pelos avanços que a entidade alcançou. Hoje, vários nomes contribuem na vitoriosa jornada da entidade, que anuncia para o próximo ano a inauguração do MUNCAB. Lutam diariamente, sem alarde, afastando entraves, construindo oportunidades, nomes como o de Jaime Sodré, Nerivaldo Almeida, Ivanilton Santos Silva, Maria Augusta Rosa Rocha, Eulampia Reiber, Nelson Mendes, Samuel Vida, Lamartine Lima, Dr Heraldo Moura Costa, Vovô do Ilê, Osmar Sepúlveda, Alexandre Laci, Clarindo Silva, Wanda Sá Barreto, Ivete Sacramento, Lucivone Carpintero, Oswalrízio Santos, Wanda Sá Barreto, Heloisa e Maria José Capinan, além dos representantes de terreiros e entidades, entre outros participantes.


<< Voltar

 


Realização:

www.saberglobal.com.br - 21 2220-8262