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Saber Global Entrevista Robson Magalhães Lourenço Saber Global : Como começou a sua história com o samba? Rodson: Comecei aos 12 anos, nascido em Bento Ribeiro, saí como ritmista do Império Serrano. Depois passei a sair nas alas, em escolas como a Bafo da Onça de Irajá. Minha mãe foi Porta-Bandeira, então gosto de samba desde pequeno.
Saber Global: Essa identificação com as baianas você sempre teve ou foi algo que surgiu enquanto você estava no samba? Rodson: Surgiu dentro do samba, observando as baianas. Para começar a falar de baianas, começou na década de 2000. Criei uma associação, a Associação das Baianas Flor Beijada no Rio de Janeiro. Fui presidente de 2000 a 2005. Um trabalho para angariar não bens, mas doações de remédios, cesta básica, etc. Sempre prezando a harmonia e o respeito com as baianas daquela época. Era um presidente presente, sempre desfilava com elas. Depois veio uma denúncia muito grave que foi o peso das roupas das baianas, não tem como senhoras de 60 anos usarem, tem que ter preparo físico.
Saber Global: A tradição das baianas corre risco para poder se adequar ao Carnaval? Rodson: Isso precisa mudar. Querem colocar essas moças novas que a gente vê como passista para substituírem as baianas do carnaval. É preciso melhorar as condições para as baianas no dia dos desfiles e também nos ensaios técnicos. Quem faz a alegria do povo hoje é a festa das baianas e da velha guarda. A cho que a Liga das escolas de samba devia intervir dentro das comunidades para trazer as baianas.
Saber Global: E hoje em dia, como é a sua relação com as baianas? Rodson: Sábado e domingo só vivo de baianas, é na casa de uma, de outra...
Saber Global: O que você acha do projeto ‘’De onde a Baiana vem’’? Rodson: O projeto vai fortalecer o laço de amizade entre as baianas e as coordenadoras. Chega em uma boa hora, para valorizar a riqueza do Carnaval do Rio e homenagear as baianas.
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